PENSAR
DÓI
DÓI
Por Geoffrey Hoppe
Setembro/2013
Como foi o
seu verão? O clima ainda esta quente aqui no hemisfério norte, mas todos nós
sabemos que o verão está chegando ao fim, não importa o quanto nós tentemos
frear a chegada da mudança de estações. Então, como foi o seu verão?
O que quer
dizer que você não pode pensar sobre isso? Você diz que não sabe se foi bom ou
ruim? Você esteve ocupado, mas você não consegue lembrar o que você fez? Ele
passou tão rapidamente, embora você não pode sequer se remontar a junho?
Junte-se ao
clube. O Clube Shaumbra. Você não está sozinho.
Pensar dói.
Tem sido dessa maneira por um tempo, mas parece realmente ter vindo à tona nos
últimos três meses. Exemplo: Uma história nos flashes dos noticiários na tela
da TV ou monitor do computador. Você vê as imagens e as palavras, mas mesmo
assim você simplesmente não pode pensar sobre ela. Antes você podia captá-la,
compreende-la, talvez até formar uma opinião ou reação. Mas hoje em dia
simplesmente ela não se registra. Esta lá, mas ela não está lá. Ela está em
outro mundo, mas não no seu mundo.
Que tal um
pouco de drama familiar? Antigamente quando um drama familiar levantava sua
horrível cabeça do Vírus da Energia Sexual (SEV) você sentiria a atração da
sedução. Mesmo se você fosse capaz de resistir de se envolver você ainda
sentiria a tentação de participar. Mas agora simplesmente dói pensar sobre
isso. "Por que eles não podem ficar juntos?" Você se questiona, ou
melhor ainda: "Por que eles não podem me deixar fora disso?”
Dói pensar
sobre funções mundanas humanas como finanças, compromissos, tarefas e afazeres.
Seus projetos ficam mais e mais para trás, porque você só não quer se forçar na
marcha mental para fazê-las.
Você mesmo
parou de fazer novas entradas na sua lista "A Fazer" porque você já
sabe que você não vai para o a fazer. E o tempo ... nada parece estar na
sequencia dos velhos tempos mais. Horas, dias e até meses se embaraçam juntos.
Mesmo esse bom Virginiano perdeu alguns compromissos, porque eu esqueci que dia
era.
Você
costumava pensar no futuro, mas agora você mal pode colocar os seus braços ou
mente ou em torno dele. Quando alguém pergunta o que você quer fazer (jantar,
filme, um passeio no parque) simplesmente dói pensar nisso. Quando eu coloco a
pergunta: "Como foi o seu verão?" você passa por um grande vazio.
Diabos, você quase esqueceu que era verão!
Exatamente
dói pensar nestes dias. E isso é uma coisa boa, ou pelo menos uma coisa
apropriada. Você vai além da padronização do velho mental e das velhas formas
de "pensamento relacional". Você/nós estamos indo além da mente. É
desconfortável no início e há mesmo uma tendência a se sentir letárgico ou
desanimado. É porque a sua mente está programada para o pensamento relacional,
conexo, mas agora, como você transcendeu as limitações do pensamento e
sentimento intelectual, os antigos pontos de conexão estão desaparecendo.
Pensamento relacional
A mente é
treinada para se relacionar, ou se conectar, com eventos passados. Quando
alguém diz: "Vamos ver um filme" sua mente normalmente não costuma se
imaginar em um potencial futuro de ir ver um novo filme, mas sim ela
instantaneamente volta em suas memórias sobre experiências anteriores de ir a
um cinema. Num piscar de olhos a mente lembra como é dirigir para cinema, ficar
na fila, pegar a pipoca, ir ao banheiro bem no meio do filme, e todos os outros
detalhes de aventuras passadas de ir ao cinema. Estes são os pontos relacionais
utilizados pela mente para depois fazer um julgamento sobre se ir para um
cinema é uma boa ideia ou má ideia. Ele transmite este julgamento a você em um
pacote mental/emocional, algo que você normalmente sente em seu estômago ou no
peito. Mas não é realmente um verdadeiro sentimento sensorial.
Usamos o
pensamento relacional em quase tudo que fazemos. Muito pouco do nosso impulso vem
da nossa inteligência criativa. Se nós estamos avaliando o nosso talão de
cheques, cozinhando o jantar, dirigindo para o supermercado ou participando de
uma reunião de negócios, a mente se baseia no pensamento relacional. Ele se
conecta com as memórias do passado para determinar como responder no momento. O
benefício do pensamento relacional é que nós usamos os dados e experiências
anteriores para nos guiar ao longo do dia ao invés de ter que aprender tudo de
novo outra vez. A desvantagem é que nos tornamos dependentes do passado e
permitimos que a mente julgue o que foi positivo ou negativo.
inteligência sensorial
Dói pensar
neste exato momento porque você está expandindo para além do pensamento
relacional. Você está permitindo que a sua divindade desperte, e junto com ela
vem a inteligência sensorial. Isto não é nada de novo. Inteligência sensorial é
inerente a consciência do Eu Sou, mas raramente é aplicada nesta realidade 3D ,
especialmente na nossa Era Mental atual.
A inteligência
sensorial inclui intuição, sabedoria, consciência e sensibilidade. É
infinitamente mais natural para nós do que nosso estado mental do ser, ainda
fomos programados (ou programamos nós mesmos) para acreditar apenas no que vem
da nossa mente e dos cinco sentidos humanos. A inteligência sensorial sempre
esta lá e sempre nos servindo, mas temos essencialmente virado nossas costas
para isso em favor da experiência mental limitada. Defendemos e lutamos pelo
nosso mental, pensamento relacional, mesmo quando nosso conhecimento sussurra
que há muito, muito mais para a vida.
Inteligência
sensorial é sabedoria sem pensar. Como seres sensoriais nós somos muito mais
proficientes no sentimento (sentir) das energias e consciência do que quando
estamos no pensamento. O pensamento é lento, cansativo, limitado e com base no
passado. Inteligência sensorial é imediata, estimulante, expansiva e com base
em uma miríade de potenciais. A mente pode ser facilmente enganada e iludida,
enquanto inteligência sensória busca a verdade, a pureza e a experiência.
O que fazer?
Pensamento
relacional mental estará connosco pelos tempos vindouros. Eu posso escrever este
artigo porque meu pensamento relacional lembra como formar palavras, digitar no
meu Mac e ver qual é a hora de conhecer o meu prazo. Mas minha cabeça dói para
escrever este artigo porque ela não entende - ou quer entender – a inteligência
sensorial.
Você não
pertence à escuridão, mesmo que você pode tenha brincado por lá, e você não
pertence à consciência mental limitada também. O desafio é que você não pode
pensar seu caminho para fora da escuridão ou das limitações. Há uma tendência
de pensar ou querer ou lutar contra o seu caminho para a iluminação, mas de
todas as coisas que eu aprendi, e de acordo com a sabedoria dos Mestres
Ascensos tudo se trata de permissão.
Eu luto com permissão,
que é uma afirmação engraçada por si só, porque não deveria haver nenhum grande
esforço com permissão. Eu não quero lutar, fazer um grande esforço, mas é como
pular em uma montanha-russa e tentar permanecer totalmente calmo e aberto
durante todo o passeio selvagem. Nossos mecanismos internos respondem
automaticamente com medo, restrição e sobrevivência.
Permissão é a confiança e aceitação de que tudo o que acontece
com você agora faz parte da sua iluminação, mesmo que não pareça fazer sentido.
No Shoud de julho Adamus disse que o "modo de viver" é "assumir
que cada coisa é sobre a sua iluminação". É outra maneira de dizer que é
tudo se trata de permissão.
Nós estamos
mudando, porque nós pedimos pela mudança. Nosso pensamento esta se
transformando porque nós escolhemos expandir nossa consciência. Pensar dói,
pelo menos no momento, mas doeria muito mais permanecer dentro da prisão das
limitações mentais.
Tradução: Silvia Tognato Magini silvia.tm@uol.com.br
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