AS 8 CHAVES DA PAZ E FELICIDADE ESPIRITUAL - POR PREM BABA
“PRIMEIRA CHAVE: SILÊNCIO.
O
silêncio é uma forma de bater na porta do salão da verdade. Ele é a
base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do edifício da
consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.
Um
instante de silencio é suficiente para exorcizar todos os demônios,
porque os demônios são os pensamentos. Se existe um pensamento
compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu
muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele. Mas, ao
aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão
antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda
escuridão porque ela é somente a ausência de luz. O silêncio invoca a
luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.
O
preço para a realização espiritual é a solidão. Em algum momento você
vai ter que encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a
ficar sozinho e em silêncio. Você também pode chamar esta prática de
meditação. Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e
conceitos, na ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e
em silêncio, observando a grama crescer. Abandone toda a pressa e todo o
desejo de chegar a algum lugar.
Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas. Brinque de cultivar o silêncio.
Falar
a verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros
tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar
pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais guerra. Seguir
a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.
Se
ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há
uma camada de mentira te envolvendo. Seja corajoso para encarar suas
mentiras. Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade. Procure
identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a
vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e
espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é. Dê uma
olhada nas diversas áreas da sua vida.
Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.
Isso
não tem nada a ver com moralismo. A ação correta, ou ação consciente,
não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do
mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo
ou errado. É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do
silêncio. É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo. Agir
conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o
Caminho do Coração.
QUARTA CHAVE: NÃO VIOLÊNCIA.
A
não violência é a ação sem ego. É a atitude não contaminada pela
vingança e pelo ódio. É não dar passagem para a maldade que provoca
sofrimento no outro, não importa em qual nível.
A
não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não
é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam. Ela,
muitas vezes, envolve ação, atitude. Mas, é uma ação que nasce do
coração – é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão. Não é o
ódio ou o medo se manifestando.
Eu
mesmo já questionei o poder de ahimsa. Parece que só deu certo com
Gandhi, na Índia. Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse
planeta precisa. A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.
QUINTA CHAVE: AMOR CONSCIENTE
Eu
uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada.
Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a
sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma
satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até
mesmo com o ódio. Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade
acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.
Não
é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar
inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o
potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar. É querer ver
o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca. Em última
instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor.
Procure
identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser
amoroso. Aonde e com quem o seu amor não flui livremente? Em que
situações o seu coração se fecha? Aí há uma pista para você. Vá atrás
dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo. Essa é uma forma de
trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo
do seu vizinho.
Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será
que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores? ” “Será que o
meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção? ” Comece a focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.
Estar
presente significa estar total na ação. É lembrar-se de si mesmo a cada
instante. Quando você pode experienciar a presença, a sua energia
cresce e você percebe o amor passando por você. Se puder sustentar esse
estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a
partir dessa percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na
direção do outro.
Eu
sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia. Habitue-se a
perguntar: Onde estou? O que estou fazendo? Permita-se parar, apenas por
alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo. No meio da
ação, pare e pergunte-se: Quem está fazendo? Assim você interrompe a
imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade
na ação. Esse é o caminho.
A
presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela?
Porque nem todos estão prontos para usufruir dela. Poucos estão maduros
para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de
identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de
purificação que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para
que você esteja pronto para ancorar a presença. Para isso, o corpo é o
portal. Sinta-se ocupando o corpo. Sinta seu campo de energia e mova-se a
partir dessa percepção.
Servir
desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do
amor. É quando você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem
máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a
intenção de ser recompensado. O único objetivo é ver o outro bilhar.
Você se torna o amor que se move em direção à construção.
Acordar
pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a
alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a
conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e
dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se
expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando. No
serviço, você se torna um canal do amor. Por isso, eu digo que o serviço
é uma forma de manter a chama da conexão acesa. O
amor e a felicidade passam por você para chegar ao outro, não importa o
que você esteja fazendo, se está cuidando do jardim, construindo uma
casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma pessoa.
Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os lugares.
Ele
é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa
percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em
todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há
palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua
vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um
tsunami, mas você não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé se
torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão
com Deus.
A
partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das
aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este
é um sincero namaste: a divindade que está em mim saúda a divindade que
está em ti.
Se
verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente
você irá experienciar a paz. Essa é a minha experiência.
Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”,
muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos.
Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser
removidos. Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e,
ao removermos aquilo que não nos serve mais, podemos nos tornar canais
do amor divino, para que ele flua livremente através de nós.”
https://filhosdoarquiteto.blogspot.pt/2018/01/as-8-chaves-da-paz-e-felicidade.htm








Sem comentários:
Enviar um comentário